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A Terra Investimentos DTVM Ltda (CNPJ 03.751.794/0001-13), sediada em São Paulo, é uma instituição autorizada pela CVM e pelo Banco Central e participante da B3. É uma DTVM brasileira, com CNPJ verificável e histórico público.
Segurança em corretora tem camadas: quem regula, como o dinheiro entra e sai, qual o histórico da empresa e o que o seu perfil realmente precisa.
O que a licença cobre
A Terra opera como DTVM, ou seja, distribuidora de títulos e valores mobiliários autorizada pela CVM e pelo Banco Central, associada à ANBIMA e participante da B3. Na prática, isso significa que a instituição está sujeita a auditoria, regras de segregação patrimonial e reporte periódico aos reguladores.
O ponto que costuma gerar confusão entre traders é outro: a CVM não autoriza nenhuma corretora a oferecer CFD de varejo ou forex para residentes no Brasil. Não existe licença local para esse produto. Se você procura forex alavancado, isso não está no escopo da Terra, e não está no escopo de nenhuma corretora regulada aqui.
O que ela oferece: ações, FIIs, ETFs, opções, futuros, Tesouro Direto, renda fixa, fundos, ofertas públicas e câmbio. Conta para pessoa física e jurídica, com home broker e aplicativo.
Como verificar por conta própria
Nenhuma página de review, incluindo esta, substitui a checagem na fonte. O roteiro é curto e leva uns dez minutos.
- Consulte o CNPJ 03.751.794/0001-13 no registro da CVM e no sistema de participantes da B3
- Confira se o nome está na lista de ofertas irregulares da CVM (muda com frequência)
- Verifique se a empresa está associada à ANBIMA
- Teste o suporte antes de depositar, com uma dúvida técnica simples
- Confirme se os dados bancários do depósito batem com o CNPJ da instituição
| Item | O que conferir | Onde |
|---|---|---|
| Autorização | DTVM autorizada CVM/BC | gov.br/cvm |
| Participante | Registro ativo na B3 | sistemas.cvm.gov.br |
| Irregularidades | Ausência na lista de stop orders | Página de alertas da CVM |
| Associação | ANBIMA ativa | Site da ANBIMA |
| Titularidade | Conta no CNPJ da DTVM | Documento da corretora |
A CVM mantém uma lista pública de ofertas e atuações irregulares. Em alerta de 2026, o regulador informou 15 stop orders só no primeiro semestre, contra 13 em todo o ano de 2024, e citou 24 plataformas digitais sem autorização, incluindo Arkana, Avalon, Avant, Blend, Capital Binary, Casatrade, Drex, Elysium, Gala, Investin, Kryvo, Lite, Metatake4, Neoxbroker, Nexus, Nyrion, On, Opex, Option Broker, Shark, Softbroker, Suabroker, Verso Binary e Zeamy. Vale a checagem porque a lista muda.

Depósitos, saques e custos
A base é BRL, e os trilhos locais são Pix e TED. Pix cai em segundos, TED pode levar até cerca de três dias úteis. Nada de conversão de moeda, nada de IOF sobre remessa internacional, o que já simplifica bastante a vida de quem opera na B3.
Já a estrutura de custos é o ponto menos transparente à distância. A corretagem e a custódia seguem tabela própria, mais os emolumentos da B3. Os valores exatos não foram verificados nesta revisão, então trate isso como item de checklist: peça a tabela vigente antes de abrir a conta e simule uma operação do seu tamanho médio.
Histórico e reputação
A origem é de 2000, como corretora ligada ao agronegócio. Em 2012 veio a renomeação para DTVM. Em 2024, cerca de R$ 2,6 bilhões sob custódia e mais de 50 mil contas. É uma casa de porte médio, não um gigante de varejo, o que costuma significar atendimento mais próximo e menos fila.
Existe um ponto que merece menção honesta: em 2024, houve notícia de penhora de ações pela Justiça, no TJPR, por dívida de um sócio ligado à operação. Isso não é uma sanção da CVM e não indica irregularidade da DTVM em si, mas é o tipo de evento que um investidor atento verifica antes de decidir. Vale checar o desfecho e se há impacto sobre a estrutura da empresa.

Comparando estruturas
Quem busca alavancagem alta normalmente acaba olhando para fora. Faz sentido entender a diferença antes de decidir para onde vai o dinheiro.
| Aspecto | Corretora local (padrão DTVM) | Corretora offshore |
|---|---|---|
| Regulador | CVM e Banco Central | Regulador estrangeiro |
| Proteção local | Sim, dentro do perímetro CVM | Não há cobertura da CVM |
| Produtos | Ações, FIIs, renda fixa, futuros | CFD e forex de varejo |
| Alavancagem | Margem day-trade B3 | Frequentemente 1:100 a 1:500+ |
| Moeda | BRL | Geralmente USD |
| Tributação | DARF, regras da B3 | Lei 14.754/2023, 15% fixo |
| Depósito | Pix e TED | Processador, spread de câmbio e IOF |
A Terra resolve bem o universo B3, com custódia local e Pix. Se o seu plano exige CFD ou forex com alavancagem alta, essa demanda vai para outro lugar, e aí a régua de escolha muda: licença de primeira linha (FCA, CySEC ou ASIC), segregação de fundos de clientes, taxas claras, track record longo e suporte que responde de verdade.
A parte chata: impostos
Ganhos na B3 são autodeclarados à Receita Federal. Swing trade em ações paga 15%, com isenção mensal quando as vendas de ações ficam abaixo de R$ 20.000. Day trade paga 20%, sem isenção. O DARF vence no último dia útil do mês seguinte.
Se parte do seu capital está fora, em corretora offshore, a Lei 14.754/2023 (vigente desde 1º de janeiro de 2024) tributa rendimentos de investimentos financeiros no exterior de pessoa física em 15% fixo, com declaração anual na DIRPF e obrigação de reportar contas e ativos no exterior. Existe ainda a MP 1.303/2026, que propôs 17,5% para ganhos gerais de mercado a partir de 2026 - confirme se virou lei antes de calcular qualquer coisa.
A Terra Investimentos é regulada pela CVM?
Sim. É uma DTVM autorizada pela CVM e pelo Banco Central, associada à ANBIMA e participante da B3. O CNPJ 03.751.794/0001-13 pode ser conferido no registro público.
A Terra Investimentos oferece forex ou CFD?
Não. A margem disponível é a de day-trade da B3, sem forex de varejo. A CVM não autoriza nenhuma corretora a oferecer CFD ou forex de varejo no Brasil, então qualquer plataforma que anuncie isso localmente está fora do perímetro regulado.
Como sei que não é um clone?
Confira o CNPJ no registro da CVM, verifique se a empresa consta como participante da B3 e se o nome não aparece na lista de ofertas irregulares do regulador. Clones costumam imitar o nome, não o registro.
O dinheiro fica separado da empresa?
DTVMs autorizadas operam sob regras de segregação patrimonial e reporte periódico aos reguladores. É justamente esse o motivo de priorizar instituições autorizadas em vez de plataformas sem licença.
Quanto tempo demora o saque?
Pix costuma ser instantâneo, com eventuais revisões bancárias levando de 24 a 48 horas. TED pode levar até cerca de três dias úteis.
O que aprendemos testando os números
Segurança, na prática, não é um selo na parede. É a distância entre o que a corretora anuncia e o que você consegue confirmar sozinho. A Terra passa nos testes objetivos: CNPJ verificável, licença ativa, participante da B3, custódia de porte relevante e trilhos de pagamento locais que evitam conversão de moeda.
O que fica de fora do escopo é igualmente claro. Não há forex de varejo, não há CFD, não há alavancagem alta, e não há milagre tributário. Quem procura isso vai resolver em outro lugar, com outra régua de análise.
Para quem faz sentido
A Terra encaixa bem em quem opera ações, FIIs, ETFs, opções, futuros e renda fixa na B3, quer custódia local, Pix no saque e uma casa com histórico desde 2000. Também serve para quem prefere atendimento próximo a um balcão de escala gigante. Se o seu plano é montar carteira de longo prazo com Tesouro Direto e fundos, o encaixe é direto.
Para quem vale olhar outra estrutura
Se a sua estratégia depende de forex, CFD ou alavancagem acima da margem de day-trade da B3, a Terra não é o veículo. Nesse caso, o caminho é procurar corretora internacional com licença de FCA, CySEC ou ASIC, segregação de fundos de clientes, taxas publicadas e suporte responsivo. Não é sobre fugir de corretora local, é sobre escolher cada estrutura pelo que ela faz bem.

